Home Barista Courses

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Courses are now held on Thursdays for 3 hours from 17.30 till 20.30.

The courses are intended for the serious home barista that have already invested in an espresso machine and grinder and want to learn how to make the most of it.You'll be taught the basic techniques of preparing espresso and steaming milk with the goal of being able to produce quality drinks at home.

If you are 5 people please send us an email at mail@coffeecollective.dk and we can book a separate date just for you.

Isto não é um Cocktail Bar! | Crônicas Etílicas

” Banda de indie rock procura pessoas jovens e com aparência cool para gravar um clip na terça feira “, era o que dizia o cartãozinho do moço que nos abordou no pub, em Londres. A abordagem, aliás, foi muito semelhante ao texto do cartão. “Com licença, estou procurando gente jovem e blablablá”. É óbvio que o convite foi para a Isabela, que é muito mais jovem, bonita, cool e blablablá do que eu, que só tinha um chapéu legal. Agradeci, de qualquer maneira, e disse que não poderia pois era meu penúltimo dia na cidade. A Isa disse algo que a música alta não me permitira ouvir. O moço sorriu e debandou.

Levantei-me e fui lutar contra a multidão de hipsters que frequenta o Old Blue Last – também, pudera, o pub fica em Shoreditch e é propriedade da Vice Magazine – para alcançar o balcão. Um sorry para cada tropeço, outro mais sentido para cada esbarrão. Laphroaig pra mim, pint de Stella pra ela. A volta é sempre um pouco mais tranquila, porque ninguém quer esbarrar num transportador de bebidas odoríferas. A descrição de um pub deve soar asquerosa para boa parte das pessoas que conheço. Vamos tentar: gente espremida, música alta, chão grudento, cheiro de cerveja adormecida, madeira velha, banheiros sujos e sempre, invariavelmente, um tio bêbado no balcão falando mal do governo. Para ajudar, zero comida que não seja amendoim ou torresmo-de-saquinho e nada de coquetelaria. Para alguns, bastaria apenas uma (qualquer uma) das qualidades acima para inventar uma enxaqueca.

No entanto, eu gosto de pubs. Pubs em geral. É o equivalente ao boteco brasileiro e entre eles há várias semelhanças, inclusive a mediocridade de coquetelaria. Ouse pedir um Whisky Sour num pub e lhe acontecerá o mesmo que no boteco. “Que whisky?” ou, caso o barman saiba do que se trata, “Desculpe, amigo, isso não é um bar de coquetéis”, talvez em tom mais hostil.O que se bebe num pub? Bem, há inúmeras opções – bem mais do que num boteco – e tudo depende de que imagem você quer passar. A Isa bebe cerveja. Há três tipos de pessoas que bebem cerveja num pub: os velhos bêbados; as que não sabem o que beber; e as Isas – e, neste caso, a cerveja genérica é um indicativo de segurança, ao contrário do segundo exemplo, os que não sabem o que beber. Os hipsters adoram cerveja porque soa natural, algo sem esforço, e porque são magros. Vai saber como…

Eu também bebo cerveja, mas sou o babaca que se esforça e fica analisando as opções de Lager e Pale Ale. Bebo single malt quando é de Islay, porque é estranho e todo mundo pergunta de onde vem este maldito cheiro de esparadrapo queimando.

Porém, existe um truque, meu guia de comportamento para não-habitués de pubs que querem algo além da cerveja. Nunca, jamais, convoque o barman para lhe pedir informações sobre a carta de bebidas – o lugar está cheio e ele tem mais o que fazer. Mas você tem sede (e talvez uma crise de abstinência).

Eis o meu guia:

Aventure-se até o balcão e peça uma Lager – simlpes assim “Can I have a Lager?”. Dispa-se da cabeça mixóloga, você está apenas ganhando tempo. Neste intermezzo, avalie a prateleira de bebidas, sempre lembrando que ali não é um bar de coquetéis. Lembre-se também de que não é porque existe uma garrafa de Campari que o barman vai lhe conceder um Negroni – ali, é Campari de tia, com gelo e no máximo uma fatia de laranja. O Noilly Prat também deve estar lá fazendo charme há uns 15 anos (note o rótulo amarelado). É só charme.

Então, identifique os gins, runs, vodkas, whiskies e single malts. Sua cerveja está acabando. Mas, agora, você já mapeou o bar. Se for de Gim Tônica, pode esperar, vai ser tomado por maricas – é uma das instâncias mais femininas do pub. Escolheu um Single Malt? Excelente – só não espere tomar uma cantada. Afinal, quem canta um bebedor de Single Malt, esta opção tão senil? Cuba Libre ou Screw Driver são bebidas de amadores, adolescentes que ainda não tiraram o pé da Coca-Cola ou do suco de laranja. Quer saber, beba o que quiser, mas o melhor continuar na cerveja, mesmo.

Só por favor, não seja o coxinha que pede uma taça de vinho, isto é um pub, não um lounge ou winebar. A não ser que você esteja de sapatênis caramelo. Daí, pode. Não, não pode.

Por que entender sobre café?

No Brasil ainda é novidade a presença de cafés gourmet nas prateleiras de supermercados. É com estranhamento e um pouco de desconfiança que a maioria das pessoas olha para os cafés que custam acima de 10 reais o quarto (250 gramas). Para que pagar tudo isso, se uma almofada de café comum custa metade do preço?
O que relativamente pouca gente sabe é que a diferença de qualidade entre o café “tradicional” e o gourmet pode ir muito além do que indicam os preços.
Poucos sabem, também, que é possívem moer grãos de café em casa, com um aparelho elétrico de 70 reais, o que proporciona uma bebida muito mais fresca e vibrante.
Entender um pouco de café pode ser a diferença entre tomar um líquido escuro e amargo, com muito açúcar para compensar, ou uma bebida saborosa, capaz de deixar uma sensação agradável na boca por uma ou duas horas.
É como deixar de ter um prazer, simplesmente, por não saber que ele existe!
Mas não é preciso ser um barista para ter esse prazer. Basta se interessar pelo assunto e ter comportamento exploratório, o que se traduz em experimentar cafés em diferentes cafeterias, perguntando sempre aos baristas a marca e a origem do produto com que ele trabalha.
Ainda: frequentar lugares que vendam diversas marcas de cafés gourmet e não se limitar ao conhecido e previsível.


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