Café contra a amnésia alcoólica

Já falamos por aqui que o cafezinho pode ajudar a curar a ressaca e espantar os sintomas da bebedeira. Agora, novas pesquisas mostram que algumas xícaras de café também podem te ajudar a escapar da amnésia alcoólica.

Pesquisadores da Universidade do Texas jogaram quatro bolinhas dentro de uma gaiola com ratos e as mantiveram lá por 24 horas. Após este período, retiraram todas por uma hora. Logo depois, colocaram três bolinhas já conhecidas e uma quarta, de madeira, com um odor diferente (chamado de N1). Os ratos, que pesavam entre 200 e 400 gramas, puderam explorá-las durante um minuto, por 3 vezes. Após esta fase de reconhecimento, os cientistas injetaram doses de salina e de etanol em um grupo, e pentilenotetrazol (substância usada para causar amnésia retrógrada) e uma dose maior de etanol em outro.

No dia seguinte, os pesquisadores jogaram as bolinhas novamente: duas usadas no teste anterior (N1) e uma nova (N2), retirada da gaiola de outros ratos. Os animais que receberam doses menores de álcool e salina pareceram se lembrar melhor da noite anterior, já que preferiram explorar a nova bolinha (N2) ao invés da N1. Quem tomou pentilenotetrazol e mais etanol insistiu em conhecer, de novo, a N1.

Um terceiro grupo de ratos, da turma do pentilenotetrazol e das doses mais altas de etanol, recebeu também um pouco de cafeína (5mg/kg). E, apesar da embriaguez, eles conseguiram se lembrar da N1 e partiram para a bolinha desconhecida, a N2. Ou seja, a cafeína parece cortar o efeito da perda de memória causada pelo álcool.

Depois disso, quem exagera de vez em quando na bebida, não tem mais o problema de se esquecer do que fez ou disse. É só tomar um cafezinho que as lembranças vão estar ali, detalhadinhas! ;)

Para quem não quer ter esse tipo de problema, é só lembrar da velha dica: beba com moderação!

Fonte: Super Interessante

Café Meridiano, um jeito café de lembrar.

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Consumo de cafeína durante a gravidez não prejudica o sono do bebê

Um estudo recente conduzido pela Universidade Federal de Pelotas (Rio Grande do Sul) mostrou que a ingestão de cafeína por gestantes ou mulheres que estão amamentando não interfere no sono dos bebês.

O consumo de café durante a gravidez, como já foi comentado aqui anteriormente, não é prejudicial, desde que seja moderado. Cerca de 200 miligramas de cafeína por dia (algo em torno de 300 gramas de café) é uma quantidade considerada segura de ser ingerida por grávidas.

Nesta nova pesquisa, foram entrevistadas 855 mulheres que haviam acabado de dar à luz. Elas responderam perguntas sobre a ingestão de cafeína e hábitos de sono de seus bebês de até três meses de vida. Com exceção de uma participante, todas as demais afirmaram ter consumido cafeína durante a gravidez, sendo que 20% consumiam, ao menos, 300 mg/dia. Pouco mais de 14% dessas mulheres relataram problemas de sono em seus bebês (acordavam cerca de três vezes durante a noite).

No entanto, os pesquisadores não encontraram relação significativa entre maior consumo de cafeína e relatos de problemas de sono nos bebês. Os resultados do estudo serviram para acrescentar informações a outras pesquisas que afirmam que a cafeína, quando consumida moderadamente, é segura durante a gravidez.

É importante ressaltar que isso vale apenas para gestações normais e saudáveis, pois bebês prematuros, por exemplo, podem ser mais sensíveis aos efeitos da cafeína consumida por mulheres que estão amamentando.

Fonte: Veja  

Café Meridiano, um jeito café de acompanhar a gestação.

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Como Preparar A Mais Fantástica Xícara de Café – 3

Dois sistemas são de longe os mais comuns no Brasil para preparar café em casa: o Coador de Pano e o Coador de Papel no Sistema Melitta. Gostaria de comentar neste post sobre o Sistema Melitta, que é muito comum em diversos países consumidores de café.

Na verdade cada sistema de preparo de café tem seus segredos para se extrair A Mais Fantástica Xícara de Café e é no mínimo precipitado tentar sepultar um modo tradicional em detrimento de um mais moderno. Grande parte do pré conceito existente sobre o café coado em casa como inferior ao espresso, por exemplo, é resultado de diversos fatores somados, incluindo o fato deste último ser um serviço que tem maior poder de aliviar o peso existencial de sua carteira do que o coado.

Ainda hoje, é raro encontrar cafés de boa qualidade nas gôndolas dos supermercados e padarias, principalmente fora das grandes capitais, sendo corriqueiro encontrar em sua esmagadora maioria cafés na embalagem tipo Almofada, em geral destinada aos produtos de preço mais competitivo (e deve ficar claro que não tem milagre… produto mais barato é sempre inferior!).  Infelizmente, há um pensamento nesses locais de que coisa barata é que gira mais rápido. É por isso que fica a percepção de que o café preparado em casa é quase sempre medíocre, uma vez que a matéria prima é sofrível proporcionalmente.

Algumas indústrias tem procurado oferecer cafés de melhor qualidade e ensaiam trilhar novos rumos, empurradas pela nova e crescente legião de  micro torrefações especializadas em cafés de alta qualidade. Já era tempo…

A melhoria do padrão de qualidade do café bebido no Brasil depende de um esforço generalizado, que deve ter, inicialmente, nos produtores os primeiros divulgadores,  devendo aprender a provar seus cafés e, assim, saber falar dos aromas e sabores que cada lote pode expressar numa xícara. Este é um dos grandes desafios a serem vencidos, pois ainda é um pequeno número de produtores que separa seus melhores lotes para torrar e servir em sua propriedade.

Indústria, cafeterias e seus profissionais tem papel fundamental, não apenas ao se aperfeiçoar no conhecimento e nas técnicas de avaliação sensorial, mas, a partir de um sólido saber, tomar a missão de  explicar aos consumidores o que esperar em cada xícara que está sendo servida.

Em resumo: Educação, Educação e mais Educação!

O sistema Melitta tem o porta filtro com formato oval de sua boca, enquanto que espacialmente é o que se chama de Seção de Cone, pois não tem o bico, lembrando o “Chapéu de Napoleão”. Este porta filtro em particular tem um único furo relativamente grande e as suas estrias na parede seguem o sentido reto de cima para baixo.

Com essa geometria, a água tende a passar preferencialmente pelo centro desse “cone cortado”. E aí vem outra recomendação: depois de “lavar” o filtro de papel (para retirar o gosto dos alvejantes…) e fazer a SEMPRE necessária Pré Infusão, quando as gotas começam a cair mais espaçadamente, coloque o restante da água em fio fino pelas laterais para compensar a passagem mais rápida que acontece pelo centro (isto porque aí o caminho é mais curto…).

Fazendo isso, ter Uma Fantástica Xícara de Café ao final é quase certo!

A moagem ideal para o Sistema Melitta é a Média-Fina. Um dos problemas comuns é o de se usar cafés torrados com moagem muito fina, que acaba exigindo muito mais tempo para a extração além do necessário, tornando, portanto, a bebida muito mais amarga do que deveria. Se você tiver condições de moer os grãos torrados antes do preparo, tanto melhor!

Empregar cafés de perfil sensorial Básico, como chamamos os que tem apenas grande doçura (e, por isso, Corpo!), chamando principalmente notas de Caramelo, em bom equilíbrio com acidez cítrica, conferem Fantástica Xícara, bem como outros de perfil Complexo com notas florais, de frutas amarelas ou mesmo especiarias. O importante é o ajuste da moagem para se obter um bom efeito.

Uma forma prática para saber se a moagem está adequada ou próxima do ideal é verificar quanto tempo se leva para prepara o seu café. Os sistemas com coador tem como tempo recomendado entre 3 e 4 minutos, dependendo da quantidade que você irá preparar. Se o seu preparo levar muito menos dos 3 minutos, certamente a moagem está grossa ou a quantidade grãos moídos em relação a água está bem abaixo do recomendado. A bebida resultante fica mais ácida, quase azeda, e pode apresentar pouco corpo, pois deverá ser menos adocicada.

Por outro lado, se ultrapassar de longe os 4 minutos, ou a tem mais café moído do que o ideal ou a moagem é excessivamente fina. O resultado na xícara: amargor que lembra jiló ou Dipirona Sódica, típico da Cafeína e seus colegas Compostos Clorogênicos, bebida que chega a ser encorpada, mas com menor doçura do que o esperado…

Mercados consolidados, que tem consumidores mais conscientes e exigentes, tem sempre oferta de diferentes apetrechos a todo momento. Nesse quesito, o Japão é um país em que o modelo de consumo é considerado muito sofisticado devido ao alto poder aquisitivo de sua população e o gosto quase nato pela estética (vide a Ikebana ou as famosas cerâmicas). Assim, é muito comum se ver lá produtos especialmente desenvolvidos para aquele mercado (tanto é verdade que em geral as indústrias mantém linha de produtos “para o mercado interno” e “para exportação”, estes menos sofisticados do que os primeiros!), como estas duas incríveis peças desenvolvidas pela Melitta Japan!

Sim, a Melitta mantém no Japão uma linha de porta filtros de porcelana, sendo este um dos mais bonitos que eu conheço!

E, para completar, uma chaleira com um longo, sinuoso e fino bico para que a dosagem de água seja muito bem controlada, que lembra a fabricada por outra empresa japonesa que se tornou febre no Ocidente, a Hario.